A semana foi volátil para os preços do milho na B3, apesar das leves altas que se observaram no pregão desta sexta-feira (30). Os futuros do cereal vão concluindo o dia com ganhos de 0,3% a 0,5% entre as posições mais negociadas, levando o julho a R$ 62,92, o setembro a R$ 64,06 e o janeiro a R$ 71,41 por saca.
Nesta sessão, o mercado encontrou algum suporte na alta do dólar frente ao real – de quase 0,9%, levando a moeda norte-americana de volta aos R$ 5,72. Afinal, ao menos por enquanto, os fundamentos mantêm o mercado pressionado, em especial a chegada da segunda safra brasileira, que vem registrando altos índices de produtividade e alta qualidade.
De outro lado, porém, o milho brasileiro tem se mostrado o mais competitivo no mercado internacional, atrai a demanda e esse é mais um fator de sustentação às cotações.
Assim, o mercado vai definindo sua tendência, ainda pressionado por hora pelos fundamentos de oferta nova chegando, mas sustentados pela demanda crescendo pelo milho brasileiro. “Nesta semana, o Brasil ganhou um tender para o fornecimento de milho à Ásia, o que acabou aumentando a pressão sobre o milho americano”, informou a Agrinvest Commodities.
BOLSA DE CHICAGO
E em Chicago, os preços do grão terminaram o dia recuando, registrando uma desvalorização acumulada de 3%, ainda segundo a consultoria. As baixas nas posições mais negociadas variaram de 2,25 a 4 pontos, com o julho valendo US$ 4,44 e o setembro, US$ 4,23 por bushel. O dezembro, que é mais um vencimento de referência para a safra americana, terminou a sexta-feira com US$ 4,38.
“A expectativa de melhora do clima nos EUA – mais quente e seco para os próximos dias – traz a perspectiva de bons avanços no plantio da safra 2025/26 e desenvolvimento inicial das lavouras. Mesmo com especulações no mercado de que o USDA possa revisar para baixo a área e produtividade do milho americano para a nova temporada, é esperada uma grande oferta para os próximos meses. Somado a isso, a forte competitividade do milho do Brasil e da Ucrânia acaba gerando pressão adicional ao ativo”, detalham os analistas da Agrinvest.
