No Paraná, o avanço da colheita vem melhorando o abastecimento dos moinhos
O mercado brasileiro de trigo começou a semana em ritmo lento e com preços pressionados, especialmente no Rio Grande do Sul e Paraná, segundo informações da TF Agroeconômica. As recentes chuvas e a desvalorização do dólar contribuíram para a retração dos negócios, enquanto os moinhos seguem cautelosos e parte das regiões inicia a retomada da colheita.
Em Santa Catarina, a colheita avança lentamente nas lavouras mais precoces, mas ainda sem movimento significativo de vendas. Alguns produtores pedem R$ 1.250,00 FOB pelo trigo novo, valor semelhante ao que moinhos estão dispostos a pagar CIF, o que tem travado os negócios. O último registro foi um pequeno lote de trigo branqueador do Cerrado, a R$ 1.600 CIF. Os preços da saca recuaram para R$ 64,00 em Canoinhas e Xanxerê, mantiveram-se em R$ 62,00 em Chapecó e caíram para R$ 70,50 em Joaçaba.
No Paraná, o avanço da colheita vem melhorando o abastecimento dos moinhos, que encontram trigo novo a preços mais competitivos. As ofertas giram entre R$ 1.220 e R$ 1.280 por tonelada, dependendo da região. Já o trigo importado, especialmente o paraguaio e o argentino, mantém preços firmes entre US$ 230 e US$ 269 por tonelada, mas a recente valorização do real (+2,38%) encareceu as importações. Os preços pagos aos produtores paranaenses recuaram 2,52% na semana, para uma média de R$ 64,94 por saca, ampliando o prejuízo para quase 13%, dado o custo de produção estimado pelo Deral em R$ 74,63.


