Filipinas lideram compras de carne suína do Paraná
O Paraná registrou, em 2025, o maior volume de exportações de carne suína de sua série histórica. De acordo com o Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (8) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), o estado embarcou 236 mil toneladas do produto, com receita de US$ 597 milhões, conforme dados da plataforma Comex Stat/MDIC.
Na comparação com 2024, que até então detinha o recorde, o crescimento foi de 28,5% no volume exportado, o equivalente a 52,4 mil toneladas a mais, e de 40,9% na receita, com acréscimo de US$ 173,3 milhões. Segundo o boletim, “trata-se do maior avanço anual já observado desde o início da série histórica, em 1997, tanto em volume quanto em valor exportado”.
O Deral ressalta que, até então, os maiores crescimentos absolutos haviam sido registrados em 2016, no volume exportado, com aumento de 29,3 mil toneladas, e em 2005, na receita, com avanço de US$ 81,5 milhões. Com o desempenho de 2025, o Paraná ampliou sua participação nas exportações brasileiras de carne suína de 14% para 16%, mantendo-se como o terceiro maior exportador do país.
Ainda conforme o boletim, Santa Catarina permaneceu na liderança nacional, com participação de 50,9% e volume exportado de 748,8 mil toneladas, seguida pelo Rio Grande do Sul, que respondeu por 23,2% das exportações, com 341,1 mil toneladas.
Entre os destinos, as Filipinas assumiram, pela primeira vez, a liderança no volume de importações da carne suína paranaense. O país adquiriu 41,5 mil toneladas em 2025, crescimento de 306,1%, o que resultou em receita de US$ 99,6 milhões. O desempenho fez com que as Filipinas superassem Hong Kong, que liderava o ranking havia 14 anos consecutivos. No entanto, quando considerada a receita, Hong Kong manteve a primeira posição, com US$ 101,2 milhões provenientes da importação de 40,5 mil toneladas, alta de 13,8%.
O Boletim Conjuntural também aponta que outros mercados importantes para a carne suína paranaense em 2025 foram Uruguai, Argentina, Singapura, Vietnã, Costa do Marfim, Geórgia, Emirados Árabes Unidos e Libéria, com variações positivas e negativas nos volumes embarcados ao longo do ano.


