terça-feira, janeiro 20, 2026

Biotecnologia impulsiona potencial produtivo do alho

Biotecnologia impulsiona potencial produtivo do alho

“O produtor de alho é extremamente técnico”

A produção nacional de alho se destaca entre as hortaliças de maior valor agregado no país, combinando elevado nível tecnológico e altos custos de implantação. Com área cultivada próxima de 13 mil hectares e produção média anual de 172 mil toneladas, segundo o IBGE, a cultura exige investimentos que podem chegar a R$ 250 mil por hectare, mas também oferece potencial de faturamento superior a R$ 360 mil, com produtividades entre 16 e 20 toneladas por área.


Esse perfil torna o segmento altamente profissionalizado, com produtores que adotam manejo de precisão e buscam soluções capazes de aumentar a eficiência e reduzir riscos. O consumo de fertilizantes é um dos principais desafios, já que o alho utiliza volumes muito superiores aos de grandes culturas, especialmente de nitrogênio, nutriente essencial ao desenvolvimento vegetativo, mas que, quando mal manejado, pode favorecer doenças.

Nesse cenário, o uso de fertilizantes biotecnológicos e biodefensivos tem ganhado espaço como estratégia para melhorar nutrição, sanidade e produtividade. Resultados de campo indicam maior retenção foliar e incrementos de até 700 quilos por hectare, com impacto direto na receita. As tecnologias também contribuem para o equilíbrio biológico do solo, afetado pelo manejo intensivo, favorecendo a longevidade das áreas e a sustentabilidade da produção. “Estamos falando de bactérias que fazem a planta produzir e bactérias que protegem a planta. Esse equilíbrio biológico é o que permite ao produtor alcançar mais produtividade, sustentabilidade e estabilidade econômica”, finaliza Ribeiro.

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