terça-feira, janeiro 20, 2026

Expectativa de produção de arroz segue positiva no Rio Grande do Sul

Expectativa de produção de arroz segue positiva no Rio Grande do Sul

Lavouras de arroz mantêm bom desenvolvimento no Estado

A maior parte das áreas de arroz no Rio Grande do Sul encontra-se em desenvolvimento vegetativo, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (15). Segundo a entidade, a cultura apresenta situação fitossanitária adequada e expectativa positiva de produtividade. No entanto, a baixa cotação do cereal no mercado tende a provocar redução da área efetivamente plantada em relação ao planejado, o que pode resultar em menor produção total.


A área destinada ao cultivo de arroz no Estado está estimada em 920.081 hectares, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade inicialmente prevista é de 8.752 kg/ha, conforme projeção da Emater/RS-Ascar.

Na região administrativa de Bagé, as lavouras mantêm bom potencial produtivo nas áreas implantadas mais cedo, que já alcançam a fase reprodutiva. A sequência de dias nublados ou chuvosos tem favorecido o desenvolvimento de doenças fúngicas, exigindo aplicações de fungicidas para proteção das áreas em floração, com atenção especial às cultivares mais sensíveis, sobretudo à brusone. As precipitações regulares mantiveram as barragens de Quaraí na capacidade máxima. Em Uruguaiana, alguns produtores optaram pelo cultivo em várzeas próximas ao Rio Uruguai, considerando a previsão de La Niña, mas ocorreram alagamentos pontuais em função da elevação do nível do rio. Nas demais áreas, as lavouras apresentam bom aspecto e condições de atingir a produtividade inicialmente estimada.

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Na região de Pelotas, predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, que representa cerca de 90% das lavouras. Prosseguem o manejo da irrigação, as adubações, o controle de plantas daninhas e os tratamentos fitossanitários voltados a pragas e doenças.

Na região de Santa Maria, a área inicialmente estimada em 124.415 hectares tende a não se confirmar integralmente. Segundo a Emater/RS-Ascar, o acesso ao crédito rural e a baixa rentabilidade da cultura têm levado parte dos produtores a reduzir a área semeada. Atualmente, 76% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração e 5% no início do enchimento de grãos, fases que demandam atenção ao manejo hídrico e fitossanitário.

Na região de Soledade, parte das áreas iniciou a fase reprodutiva, enquanto a maioria das lavouras permanece no estádio vegetativo. De acordo com o informativo, 75% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em florescimento, indicando condução adequada dos cultivos e manejo nutricional e fitossanitário dentro do esperado.

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