sexta-feira, janeiro 23, 2026

Soja, milho e trigo avançam na bolsa de Chicago

Soja, milho e trigo avançam na bolsa de Chicago

Os contratos futuros de soja, milho e trigo operam em alta na abertura do pregão desta quarta-feira (21/1) na Bolsa de Chicago. Às 11h27, a oleaginosa com entrega para março subia 1,02%, cotada a US$ 10,6375 o bushel.

Segundo a consultoria Granar, o valor da soja se recuperou devido à cobertura dos investidores após recentes quedas, em uma pausa nas tensões que ainda persistem entre os Estados Unidos e a Europa, devido à possível aplicação de tarifas cruzadas em função do interesse americano na Groenlândia.


“A perspectiva favorável para a produção e uso de biodiesel nos EUA e o aparente cumprimento da primeira meta comercial estabelecida com a China – a colocação de 12 milhões de toneladas – contribuem para a tendência de alta”, afirmou a Granar em boletim.

Em contrapartida, um possível atraso nas exportações americanas de soja e a perspectiva de ampla produção do grão na América do Sul limitam os preços.

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O milho também abriu o dia com ganhos. Os papéis com entrega para março avançavam 0,83%, a US$ 4,2725 o bushel. O cereal registra uma recuperação nas cotações em Chicago devido a compras ocasionais por investidores após as fortes quedas causadas, na semana passada, pelo relatório mensal do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês).

O órgão americano estimou volume do recorde de produção de milho nos EUA, subindo de 425,53 milhões para 432,34 milhões de toneladas.

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O trigo registrava avanço de 0,54%, cotado a US$ 5,1275 o bushel. Segundo a Granar, influenciam positivamente sobre o mercado a cobertura de vendas por investidores e forte desvalorização do dólar em relação ao euro ontem (20/1), que melhorou o nível de competitividade das exportações americanas do cereal.

“As tensões que não cessam na área do Mar Negro, que mais uma vez geraram aumento nos custos de frete para a região após vários navios terem sido atacados, também estão incluídas entre os fatores otimistas para o mercado”, acrescentou a consultoria.

Por outro lado, a competitividade demonstrada por fornecedores de trigo, como a Argentina, limitam ganhos maiores para os preços em Chicago.

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