quinta-feira, janeiro 29, 2026

Diante de tarifas e cotas, carne brasileira avança para mercados mais exigentes

Diante de tarifas e cotas, carne brasileira avança para mercados mais exigentes

Exportações de carne brasileira avançam e abrem novos mercados

O Brasil vive um momento de reposicionamento no mercado de carnes. Impulsionadas pela abertura de novos mercados e pela demanda internacional por produtos de maior valor agregado, as exportações brasileiras registraram crescimento em 2025 e apontam para um cenário de consolidação em 2026.


Segundo Borges, países tradicionalmente fornecedores de carne premium enfrentam déficit de rebanho, o que abriu espaço para que o Brasil ocupasse novas fatias de mercado. “Esses países deixaram clientes sem atendimento. E esses compradores precisaram buscar qualidade com escala, algo que hoje só o Brasil consegue oferecer”, explica.

O movimento levou o Brasil a competir diretamente com exportadores consolidados, como Estados Unidos, Austrália e Uruguai, em mercados que remuneram melhor toda a cadeia produtiva. “Hoje o Brasil senta à mesma mesa para vender carne de alto valor agregado. Isso representa uma virada histórica”, destaca o gerente.

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Em alguns programas de carne certificada, o crescimento das exportações chegou a 260% em 2025. Para 2026, a expectativa é menos de expansão acelerada e mais de consolidação. “Depois de um salto tão grande, o desafio é não regredir. Manter os níveis de 2025 já será uma grande vitória”, avalia Borges.

O cenário, no entanto, impõe desafios. A redução da oferta de matéria-prima, causada pelo aumento do abate de matrizes, e entraves comerciais, como tarifas e cotas impostas por alguns países, exigem estratégia. Ainda assim, o setor encontrou alternativas. “O Brasil conseguiu redirecionar a carne para outros mercados e não sentiu tanto impacto. Foi um aprendizado importante”, afirma.

“O Brasil não deve nada a nenhuma carne do mundo quando o assunto é qualidade. Temos escala, conhecimento técnico e uma cadeia cada vez mais profissionalizada”, conclui.

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