O mercado internacional de trigo encerrou a sessão com valorização generalizada, refletindo um ambiente de demanda firme e maior sensibilidade às condições climáticas nas principais regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, os contratos negociados em bolsas de referência registraram o segundo dia consecutivo de ganhos, sustentados por fatores combinados de exportação, câmbio e clima.
Na Bolsa de Chicago, o trigo brando SRW com vencimento em março subiu 1,03%, cotado a US$ 5,41 por bushel, enquanto o contrato de maio avançou 1,06%, a US$ 5,50 por bushel. Em Kansas, o trigo duro HRW para março fechou em alta de 0,88%, a US$ 5,47 por bushel. Já em Minneapolis, o trigo HRS com vencimento em março registrou valorização de 1,04%, encerrando o dia a US$ 5,81 por bushel. No mercado europeu, o trigo para moagem negociado em Paris teve alta de 0,66%, alcançando € 191,25 por tonelada.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelo relatório semanal de exportações do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que apontou vendas de 558 mil toneladas, elevando a média das últimas quatro semanas e reforçando a percepção de demanda consistente. A competitividade do trigo norte-americano também foi favorecida pela desvalorização do dólar frente ao euro, ampliando o interesse de compradores externos.
Outro fator relevante foi o clima no Leste Europeu. As previsões de frio extremo, com temperaturas podendo chegar a -30°C na Ucrânia, aumentaram as preocupações com possíveis danos às áreas estratégicas de trigo de inverno. Ao mesmo tempo, o cenário climático nas Planícies do Sul dos Estados Unidos segue delicado, com indicações de precipitação limitada e apenas umidade marginal nas bordas orientais das áreas de trigo duro de inverno. Esse contexto mantém elevadas as preocupações com a umidade do solo e sustenta os preços, à medida que o mercado segue avaliando os riscos associados ao restante do inverno.