A avaliação indica que o momento segue desafiador para o setor
O mercado de feijão apresentou uma semana de forte movimentação, marcada por demanda firme e elevada sensibilidade à qualidade do produto. Segundo o Instituto Brasileiro de feijão e Pulses (Ibrafe), o volume negociado só não foi maior devido à escassez de feijão-carioca nota 9, o que limitou avanços adicionais de preço, mesmo com espaço para valorização sem grande resistência.
Dentro desse cenário, o planejamento ganha papel central. A orientação é buscar, sempre que possível, estar entre os primeiros a colher feijão na safrinha, aproveitando uma janela inicial mais favorável, quando o comprador ainda opera com maior conforto e as referências de preço estão em formação. No outro extremo do calendário, a estratégia passa por alongar ao máximo a venda do feijão irrigado, mantendo qualidade ao longo do tempo, fator que se torna decisivo quando a oferta diminui e o mercado passa a selecionar com mais rigor.
Esse avanço não representa fragmentação, mas geração de valor, especialmente em grãos com perfil regenerativo. A capacidade brasileira de integrar recuperação do solo, sistema produtivo e alimento final coloca o país em posição competitiva. Nesse contexto, o futuro do setor é visto como especializado, exportável e estratégico, distante de um modelo genérico e puramente baseado em volume.


