No Rio Grande do Sul, a semeadura alcança cerca de 98%
O mercado da soja no Sul e Centro-Oeste do país atravessa um período marcado por contrastes regionais entre avanço de colheita, desafios climáticos e baixa liquidez comercial. Levantamento da TF Agroeconômica aponta que, apesar de condições gerais ainda consideradas satisfatórias em parte das áreas, produtores seguem cautelosos diante dos preços e do ritmo irregular das atividades em campo.
Em Santa Catarina, o ritmo de colheita ainda é incipiente, mas o estado se destaca pela eficiência logística e pela autossuficiência em armazenagem. Essa condição reduz a pressão de escoamento e garante maior poder de barganha, especialmente pela integração com a agroindústria de proteína animal. Os preços variam entre as praças, com Rio do Sul a R$ 116,00 e Palma Sola em R$ 115,00, enquanto no porto de São Francisco a saca é cotada a R$ 130,00.
Em Mato Grosso do Sul, o clima seco preocupa, sobretudo na região sul, onde pouco mais da metade das áreas está em boas condições. Apenas 27% da safra foi comercializada, com preços entre R$ 109,00 e R$ 112,00, pressionando a rentabilidade. Já Mato Grosso lidera o avanço da colheita, com quase 25% da área colhida, mas enfrenta gargalos de armazenagem e preços abaixo de R$ 100,00 em algumas praças, reduzindo o poder de negociação dos produtores.


