terça-feira, fevereiro 10, 2026

Exportações de milho dos EUA são revisadas para cima

Exportações de milho dos EUA são revisadas para cima

USDA mantém projeções da soja para 2025/26

O novo boletim mensal de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o WASDE, divulgado nesta terça-feira (10), apontou revisão nas projeções para o milho dos Estados Unidos na safra 2025/26, com aumento das exportações e redução dos estoques finais, sem alterações na oferta. Segundo o relatório, as exportações foram elevadas em 100 milhões de bushels, para 3,3 bilhões, refletindo o ritmo de vendas e embarques registrados até o momento.


No cenário global de grãos grossos para 2025/26, o USDA informou que a produção permanece praticamente inalterada em 1,590 bilhão de toneladas, assim como a perspectiva de oferta e consumo no exterior em relação ao mês anterior. A produção estrangeira de milho recuou levemente, com queda no México compensada em grande parte por aumento na União Europeia, enquanto a produção de cevada subiu na Argentina e caiu na Turquia.

O relatório do USDA indicou aumento das exportações de milho dos Estados Unidos e redução das exportações da Ucrânia. As importações de milho foram revisadas para cima para Irã, México, Turquia, Líbano e Vietnã, com recuo para a União Europeia. As exportações de cevada cresceram na Argentina e na Rússia. Os estoques finais estrangeiros de milho aumentaram, refletindo elevações na Ucrânia e no Irã, parcialmente compensadas por queda no México, enquanto os estoques globais de milho recuaram 1,9 milhão de toneladas, para 289 milhões de toneladas.

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As estimativas globais de oferta e demanda de soja para 2025/26 foram revisadas para cima pelo USDA, com aumento da produção, do esmagamento e dos estoques finais. A produção do Brasil foi elevada em 2 milhões de toneladas, para 180 milhões, em função da expansão de área e produtividade, conforme condições climáticas e relatórios regionais. No Paraguai, a produção foi revisada em alta em 0,5 milhão de toneladas, para 11,5 milhões, em razão das chuvas durante a safra.

O USDA apontou elevação do esmagamento de soja no Brasil e no Paraguai, impulsionada pela demanda global por farelo de soja, especialmente da União Europeia, com base no ritmo de importações observado. O relatório registrou que houve crescimento da demanda por farelo de oleaginosas na UE em 2024/25, associado a preços competitivos, com expectativa de moderação em 2025/26 diante de maior participação do farelo de colza após a recuperação da safra no atual ano comercial.

Os estoques finais globais de soja foram elevados em 1,1 milhão de toneladas, para 125,5 milhões, refletindo maiores estoques no Brasil. O WASDE também registrou revisão para cima da produção de óleo de palma da Malásia em 2025/26, com acréscimo de 0,5 milhão de toneladas, para 20,2 milhões de toneladas.

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