Preço da soja reage no mercado brasileiro
Os preços da soja registraram leve alta no Brasil ao longo da semana de 6 a 12 de março, impulsionados pela valorização do grão no mercado internacional. A análise consta em relatório divulgado na quinta-feira (12) pela Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário (Ceema).
A colheita da soja segue avançando no país, embora ainda apresente atraso em relação ao ano anterior. De acordo com dados do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a colheita no Mato Grosso alcançou 90% da área. Já no cenário nacional, levantamento da Pátria AgroNegócios indica que os trabalhos atingiram 47,4% da área cultivada no início da semana. No mesmo período do ano passado, a colheita estava em 58,7%, enquanto a média histórica é de 47,8%.
No Rio Grande do Sul, a Emater/RS informou que a quebra na safra de soja, em relação ao esperado inicialmente, é estimada em 11,3%. Com isso, a produção poderia alcançar cerca de 19 milhões de toneladas. Em algumas regiões, como o noroeste do estado, as perdas chegam a 30%. Ainda assim, a entidade ressalta que o resultado final dependerá das condições climáticas nas próximas semanas, já que as chuvas diminuíram em março.
O mercado também acompanha a suspensão de operações de exportação de soja para a China por parte da Cargill. Segundo o relatório, a decisão ocorreu após mudanças nos procedimentos de inspeção fitossanitária adotados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária. Conforme a análise, “suspendeu operações de exportação de soja do Brasil para a China devido a mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro”.
Ainda de acordo com o documento, o país passou a adotar uma fiscalização mais rigorosa após solicitação do governo chinês. “O Brasil estaria adotando uma inspeção mais rigorosa para a soja destinada à China, após solicitação do governo chinês, e a nova fiscalização está dificultando cumprimento de normas pelos comerciantes e a obtenção da autorização para o embarque do produto”, destaca o texto.
Segundo a Ceema, várias tradings ficaram fora do mercado de exportação brasileiro na quinta-feira (12), com negócios concentrados apenas no mercado interno. Caso a situação não seja resolvida rapidamente, o relatório indica que o cenário pode pressionar as cotações internas da oleaginosa.


