terça-feira, março 17, 2026

Com a ureia mais cara, produtores devem priorizar sulfato de amônio em 2026, diz consultoria

Com a ureia mais cara, produtores devem priorizar sulfato de amônio em 2026, diz consultoria

A forte valorização da ureia no mercado internacional pode levar os agricultores brasileiros a priorizar fertilizantes de menor concentração em 2026, como o sulfato de amônio. A análise é da StoneX, que lembra que esse movimento ocorre em meio à escalada recente dos preços dos nitrogenados e às incertezas geopolíticas envolvendo importantes países exportadores do insumo.

Diante da escalada no conflito do Oriente Médio, região que concentra grandes produtores e exportadores de fertilizantes nitrogenados, as cotações da ureia no Brasil avançaram cerca de 35% em duas semanas, mesmo em um período tradicionalmente marcado por menor atividade de compras no país.


De acordo com Tomás Pernías, analista de inteligência de mercado da StoneX, a alta recente diminui a competitividade da ureia e pode incentivar os importadores brasileiros a buscarem alternativas mais econômicas.

“Com a valorização acelerada da ureia, os compradores tendem a avaliar novamente a substituição por fertilizantes de menor concentração, como o sulfato de amônio, que pode oferecer condições de aquisição mais favoráveis em determinados momentos”, destacou, em nota, Pernías.

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O analista lembra que situação semelhante ocorreu ao longo de 2025, quando as cotações da ureia permaneceram relativamente elevadas em alguns períodos, trazendo desafios adicionais ao planejamento de compras no mercado internacional.

Além disso, a StoneX lembrou que o contexto atual é especialmente sensível para o produtor rural. Insumos agrícolas mais caros tendem a pressionar as margens da atividade, sobretudo em um ambiente de crédito mais restrito.

“Preços elevados de fertilizantes pressionam os custos de produção. Em um cenário de crédito escasso e de preços agrícolas menos favoráveis, isso pode se tornar um fator relevante para a tomada de decisão dos produtores”, observou o analista.

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Nesse contexto, muitos compradores brasileiros já vêm adotando estratégias para reduzir custos. Em 2025, uma das alternativas encontradas foi ampliar as aquisições de produtos menos concentrados, como o sulfato de amônio.

E os dados indicam que essa estratégia já começa a se repetir em 2026. Nos dois primeiros meses do ano, as importações brasileiras de ureia acumulam queda de quase 33% em relação ao mesmo período do ano passado. Em contrapartida, as compras externas de sulfato de amônio cresceram 19% na mesma base de comparação.

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