segunda-feira, março 23, 2026

O lado oculto do comércio com a China

O lado oculto do comércio com a China

O movimento segue uma lógica de integração vertical iniciada na última década

 O papel do Brasil no comércio global de soja vai além da simples exportação de commodities e envolve uma dinâmica mais complexa de organização da cadeia produtiva. A avaliação é de Carlos Alberto Tavares Ferreira, estrategista e fundador da Carbon Zero, que aponta uma leitura equivocada sobre a relação entre Brasil e China nesse mercado.


O movimento segue uma lógica de integração vertical iniciada na última década. A aquisição da Nidera e da Noble Group Agri, concluída em 2017, e a compra da Syngenta por US$ 43 bilhões pela ChemChina são exemplos dessa estratégia, que conecta trading, logística, infraestrutura e tecnologia agrícola.

Os investimentos chineses em infraestrutura, que superam US$ 20 bilhões em portos ao redor do mundo, além do avanço sobre corredores logísticos e projetos como a ferrovia bioceânica entre Brasil e Peru, reforçam essa integração. Embora contribuam para reduzir custos, esses projetos também ampliam a influência externa sobre a cadeia.

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