Problemas com diesel afetam colheita
A colheita do arroz irrigado avança no Rio Grande do Sul, com predominância de lavouras nas fases de maturação e colheita nas principais regiões produtoras, segundo o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (19). As condições climáticas recentes, marcadas por tempo firme, favoreceram a redução da umidade dos grãos e o andamento das operações no campo.
Em algumas áreas, no entanto, fatores como menor radiação solar e episódios de temperaturas mais baixas durante o emborrachamento e o enchimento de grãos afetaram o desenvolvimento das plantas. “Observam-se limitações na formação de panículas e ocorrência de grãos malformados”, destaca o documento, indicando impacto no rendimento em relação ao potencial inicial. Ainda assim, a qualidade do produto colhido é considerada adequada, com bom rendimento de engenho.
O manejo da irrigação entra na fase final, com retirada gradual da água para viabilizar a colheita. A disponibilidade hídrica permanece suficiente na maior parte das regiões, sustentando o desenvolvimento das lavouras até o encerramento do ciclo. Paralelamente, seguem as atividades de monitoramento fitossanitário, com foco em pragas e doenças típicas do período final.
Na Fronteira Oeste, o tempo seco acelerou a colheita. Em Uruguaiana, cerca de 15% da área cultivada já foi colhida, mas os rendimentos estão abaixo da safra anterior devido à baixa radiação solar entre o fim de dezembro e o início de janeiro e às temperaturas mais baixas no período reprodutivo. Situação semelhante é registrada em Alegrete e Manoel Viana. Em São Borja, dificuldades no abastecimento de óleo diesel têm impactado o ritmo das operações.
Na região de Pelotas, a colheita avança em todos os municípios, com 24% das áreas já colhidas e 64% maduras. Em Santa Maria, a colheita supera 20%, com produtividades acima de 8.000 kg/ha, chegando a 9.000 kg/ha em algumas áreas, como em São João do Polêsine. O cenário indica safra cheia na região.
Em Santa Rosa, as lavouras estão na fase final, com redução da irrigação para o início da colheita, que depende das condições climáticas e da umidade dos grãos. Já em Soledade, 20% das áreas foram colhidas, com produtividade considerada satisfatória e boa qualidade de grãos. O monitoramento fitossanitário segue, com atenção a pragas como percevejos e doenças como a brusone.


