Os preços do trigo registraram alta nos mercados internacionais, refletindo preocupações com a oferta e o desenvolvimento das lavouras. Segundo a TF Agroeconômica, o movimento foi impulsionado principalmente pela piora nas condições das lavouras de inverno nos Estados Unidos.
Na Bolsa de Chicago, o contrato de maio do trigo brando SRW subiu 1,34 por cento, encerrando a 605,00 cents por bushel, enquanto o contrato de julho avançou 1,11 por cento, para 612,75 cents. Em Kansas, o trigo duro HRW para maio também teve alta de 1,34 por cento, a 643,50 cents. Já o trigo HRS de Minneapolis para maio registrou valorização de 1,56 por cento, fechando a 665,50 cents. Na Europa, o trigo para moagem negociado na Euronext de Paris avançou 0,90 por cento, a 195,75 euros.
O principal fator de sustentação veio dos dados divulgados pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, que apontaram deterioração nas lavouras de inverno. Apenas 30 por cento das áreas estão classificadas como boas ou excelentes, número inferior às expectativas do mercado. No estado do Kansas, um dos principais produtores, a situação é ainda mais preocupante, com somente 24 por cento das lavouras em boas condições.
Além do cenário climático, outros fatores contribuíram para o viés de alta. A redução da área plantada na Austrália, influenciada pelo aumento no custo da ureia, e as tensões na região de Ormuz adicionaram incertezas ao mercado. Apesar disso, o avanço das exportações da Rússia segue atuando como elemento de equilíbrio na oferta global. Com esse conjunto de fatores, o trigo de inverno se destaca como um dos ativos mais voláteis do complexo agrícola no momento.