Os preços do trigo seguem em trajetória de alta no Sul do país, sustentados por oferta limitada e demanda firme durante a entressafra. De acordo com a TF Agroeconômica, o mercado apresenta comportamento ajustado, com negociações pontuais e expectativa de manutenção dos valores em níveis elevados nos próximos meses.
No Rio Grande do Sul, o comércio continua lento, ainda impactado pelo ritmo da colheita da soja, que reduz a fluidez nas negociações. As indicações de compra variam entre R$ 1.250,00 e R$ 1.300,00 por tonelada no interior, enquanto vendedores pedem entre R$ 1.350,00 e R$ 1.400,00, o que dificulta novos fechamentos. A disponibilidade estimada em cerca de 260 mil toneladas é considerada insuficiente para atender a demanda até a próxima colheita, prevista para outubro, reforçando a necessidade de importações. Nesse cenário, o preço de balcão avançou 3,51% em Panambi, chegando a R$ 59,00 por saca.
Em Santa Catarina, o mercado registra maior presença de trigo vindo de outros estados, com elevação nas pedidas. O produto local gira em torno de R$ 1.300,00 por tonelada, enquanto ofertas do Paraná e do Rio Grande do Sul alcançam R$ 1.400,00. Os preços ao produtor mostram variações regionais, com estabilidade em algumas praças, alta pontual e queda isolada, indicando ajustes conforme a demanda.
No Paraná, os moinhos seguem abastecidos no curto prazo, com compras imediatas próximas de R$ 1.300,00 por tonelada. No interior, as cotações variam até R$ 1.400,00, enquanto vendedores sustentam pedidas mais elevadas. Para maio e junho, os preços projetados são menores, influenciados pela valorização do real, mas o mercado disponível segue firme, com negociações pontuais em níveis mais altos.