sexta-feira, maio 8, 2026

Preço do boi gordo mostra estabilidade em todo o país

Preço do boi gordo mostra estabilidade em todo o país

O Mercado físico do boi gordo teve um dia de estabilidade em todo o país nesta quinta-feira (7/5). Das 33 regiões monitoradas pela Scot Consultoria, apenas no oeste da Bahia houve queda na cotação da arroba. Em todas as demais praças, não houve alterações de valores na comparação diária.

Nas regiões de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado, o preço do boi gordo continuou em R$ 355 a arroba para o pagamento a prazo. As cotações do “boi China”, da vaca e da novilha também não tiveram alterações.


Houve tentativas de compra em níveis mais baixos no decorrer da quinta-feira, um movimento mais evidente em São Paulo, Minas Gerais e Goiás, onde posicionamento das escalas de abate entre a indústria frigorífica é mais confortável, afirma Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado. O desgaste das pastagens em Minas Gerais e em Goiás resulta na menor capacidade de retenção entre os pecuaristas, resultando em um ambiente de maior disponibilidade de gado para abate.

Já no Mato Grosso, a melhor condição das pastagens possibilita que os pecuaristas cadenciem o ritmo das negociações, fazendo com que os preços encontrem maior sustentação, situação que colocou as negociações no Estado em patamar de preço superior na comparação com São Paulo, explica Iglesias.

Segundo a Scot, frigoríficos de maior porte e com escalas mais alongadas negociaram sem pressa nesta quinta-feira, aproveitando oportunidades e tentando comprar com preços menores. Já aqueles com escalas mais curtas estavam mais ativos e pagaram o que era pedido. A oferta não esteve grande, mas atendia à demanda, afirma a Scot.

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Para as vendas de carne no mercado interno, embora a expectativa fosse de melhora no consumo, o escoamento ainda não ocorria da forma esperada, e mudanças dependiam do desempenho das vendas no final de semana. No período, o consumo doméstico estava modesto, porém melhor em relação ao final de abril.

Em relação à exportação, o mercado estava cercado por especulações. A expectativa de quando a cota chinesa será preenchida e como ficará o mercado quando isso ocorrer limitava movimentos de alta para a cotação do “boi China”.

“Vale destacar que maio, tradicionalmente, é marcado pela queda da cotação da arroba do boi gordo, reflexo do aumento da oferta provocado pelo avanço do outono e pela consequente perda do vigor das pastagens. Nesse contexto, mesmo que as vendas de carne melhorassem, a expectativa era mais de acomodação dos preços e limitação das quedas do que de movimentos de alta”, destaca a Scot.

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