terça-feira, maio 12, 2026

Noz-pecã: safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil

Noz-pecã: safra pode chegar a 8 mil toneladas no Brasil

Pecanicultura cresce no Rio Grande do Sul

A 8ª Abertura Oficial da Colheita da Noz-Pecã foi realizada nesta sexta-feira (8) em Nova Pádua, reunindo produtores, pesquisadores e representantes do setor para discutir os desafios e perspectivas da pecanicultura no estado. A programação ocorreu no Salão Comunitário da Capela Sagrado Coração de Jesus, na comunidade de Travessão Bonito, e na propriedade do produtor Arlindo Marostica.


O tema da irrigação em pomares de nogueira-pecã esteve entre os principais assuntos debatidos. O professor Ezequiel Saretta, da Universidade Federal de Santa Maria, destacou a importância da irrigação para a estabilidade produtiva da cultura. Segundo ele, o investimento em sistemas de irrigação impacta diretamente na produtividade dos pomares.

O produtor Arlindo Marostica apresentou os resultados obtidos em sua propriedade após a adoção da irrigação. Já o diretor técnico do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Jaceguay Bastos, ressaltou a importância do suporte técnico e científico para o desenvolvimento da atividade. Ele citou a atuação da Embrapa como referência no apoio aos produtores.

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O ex-presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Eduardo Basso, apresentou dados sobre custos, produtividade e preços da noz-pecã, destacando a relação entre aumento de produtividade e rentabilidade da atividade.

O presidente do Instituto Brasileiro de Pecanicultura, Claiton Wallauer, afirmou que o crescimento do interesse pelo setor demonstra o fortalecimento da cultura no estado. “Ver muitas pessoas querendo conhecer mais o nosso IBPecan mostra o amadurecimento da cultura cada vez mais dentro do nosso estado”, ressaltou.

Wallauer também reforçou o papel do instituto no desenvolvimento da pecanicultura. “E faço um apelo a quem ainda não é sócio: que se associe, faça parte do IBPecan, que só é grande com vocês juntos fazendo parte, trazendo as suas demandas, os seus anseios, a sua cultura e um pouquinho do que vocês desejam junto com a produção da noz-pecã”, concluiu.

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Madalena também enfatizou a importância da irrigação e do programa Programa Irriga+RS no apoio aos produtores rurais. “A pecanicultura no Rio Grande do Sul está crescendo de forma organizada, com tecnologia e qualidade”, afirmou.

Após os debates e pronunciamentos, os participantes acompanharam o ato simbólico de abertura da colheita na propriedade de Arlindo Marostica. A expectativa do Instituto Brasileiro de Pecanicultura é colher até 8 mil toneladas de noz-pecã nesta safra.

A abertura oficial foi promovida pelo Instituto Brasileiro de Pecanicultura, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação e pelo programa Pró-Pecã, com apoio da Emater/RS-Ascar e da Embrapa.

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