Havia expectativa de dificuldades com a carne bovina, mas inclusão de itens frango, mel e pescados foi classificada como “brutal e sumária”
A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia pelo uso de antibióticos foi encarada como uma medida “exagerada, dura e desproporcional” nas palavras de uma pessoa que acompanha o tema de perto na Europa.
Segundo ela, o Brasil mantinha tratativas com os europeus sobre o tema desde 2023, quando o regulamento local sobre uso de antibióticos foi aprovado. Já havia uma expectativa, no setor e no governo, de que haveria alguma dificuldade com a carne bovina, cadeia mais complexa de rastrear os usos desses insumos nos animais, a partir de setembro deste ano. A eventual proibição dos demais produtos, como frango, mel e pescados, no entanto, não estava no radar e foi classificada como “brutal e sumária”.
