O contrato de julho de 2026 fechou a R$ 66,52
O mercado brasileiro de milho encerrou a semana com baixa liquidez, negociações pontuais e pressão sazonal ligada ao avanço da segunda safra. As informações são da TF Agroeconômica.
Na B3, os contratos futuros fecharam em queda na sexta-feira, em um dia de referência limitada pelo feriado nos Estados Unidos e na Argentina. Com isso, o mercado interno acompanhou principalmente o comportamento do dólar, que recuou, enquanto o início da colheita da segunda safra ampliou a pressão sobre os preços. O cenário de oferta elevada segue no radar, embora adversidades climáticas em pontos de Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul ainda gerem cautela entre vendedores.
No Rio Grande do Sul, a colheita se aproxima do fim, concentrada em áreas de agricultura familiar e lavouras tardias. O mercado local segue travado, com indicações entre R$ 56,00 e R$ 65,00 por saca e média estadual de R$ 58,24, alta semanal de 0,28%. O frio, a menor radiação solar e geadas pontuais reduziram o ritmo das áreas remanescentes.
No Paraná, a baixa liquidez persiste, com demanda ao redor de R$ 60,00 CIF e indicações próximas de R$ 65,00. Geadas e baixas temperaturas afetaram lavouras da segunda safra em regiões produtoras. Em Mato Grosso do Sul, a oferta maior e os estoques confortáveis mantêm pressão, com preços entre R$ 50,69 e R$ 52,17 por saca.
