O trigo melhorador também segue escasso no Rio Grande do Sul
O mercado de trigo no Sul do país segue em ajuste gradual, com valorização dos lotes remanescentes de safra velha e maior seletividade nas negociações envolvendo qualidade. Segundo a TF Agroeconômica, os preços continuam subindo no Rio Grande do Sul, enquanto Santa Catarina acompanha a firmeza regional e o Paraná registra procura pelos últimos volumes de melhor padrão.
Para a safra nova, a tendência de redução na área de trigo é considerada generalizada. A decisão dos produtores é influenciada por custos elevados, restrição de crédito rural e preocupação com o El Niño durante o inverno e a primavera. Nesse ambiente, cresce a discussão sobre substituição do cereal por canola, plantas de cobertura ou rotações de milho precoce com soja safrinha, em busca de alternativas de menor risco.
Em Santa Catarina, os preços avançam gradualmente, acompanhando os movimentos do Paraná e do Rio Grande do Sul. O trigo local passou para a faixa mínima de R$ 1.350 a R$ 1.400 por tonelada FOB, enquanto no Paraná as ofertas recuaram para R$ 1.320 a R$ 1.350 no Sudoeste. No mercado de balcão catarinense, houve estabilidade em algumas praças e alta em Joaçaba e Xanxerê.
