Produtores vão pedir ao governo brasileiro a adoção de medidas para conter a importação da China e da Argentina
Pressionados pelo alho importado “barato”, produtores brasileiros têm reduzido o plantio da cultura e buscam saídas para aliviar a concorrência. Eles vão pedir ao governo brasileiro a adoção de medidas para conter a importação de produto da China e da Argentina. O alho dessas duas origens chega ao Brasil com preços abaixo do custo de produção nacional, de acordo com a Associação Nacional dos Produtores de Alho (Anapa). Como consequência, para diminuir os prejuízos, produtores preveem reduzir a área plantada em 21% neste ano, para 11 mil hectares.
Nesta semana, a Anapa vai pedir para o Comitê-Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) derrubar o compromisso de preço aplicado ao alho chinês fornecido por quatro empresas. Shandong Trans-High Imp & Exp Co. Ltd., Jining Foreign Trading Co. Ltd., Jining Freen Agri-Produces Co. Ltd. e Shandong Goodfarmer International Trading Co. Ltd, as maiores exportadoras de alho para o Brasil, têm o preço mínimo fixado em US$ 15,80 por caixa de 10 quilos. Para outras empresas da China, há tarifa antidumping de US$ 7,80 por caixa.

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