No Rio Grande do Sul, o mercado segue com negociações pontuais
O mercado brasileiro de milho iniciou a semana sob pressão, com recuo nas cotações futuras e baixa liquidez no mercado físico em diferentes regiões produtoras. Segundo a TF Agroeconômica, a queda acompanhou o movimento negativo em Chicago e a desvalorização do dólar, em um cenário de compradores retraídos e expectativa de aumento da oferta nas próximas semanas.
O movimento foi influenciado pela ausência de compradores no mercado spot e pelo início da colheita da segunda safra 2025/26, concentrada no Paraná e em Mato Grosso. A expectativa é de maior disponibilidade a partir de meados de junho, o que mantém parte da demanda afastada. Nem mesmo as preocupações com clima adverso em Goiás, Mato Grosso do Sul e Paraná foram suficientes para conter as quedas recentes.
Em Santa Catarina, a safra foi encerrada, com ritmo acima da média histórica. As pedidas seguem próximas de R$ 70,00 por saca, enquanto a demanda gira em torno de R$ 65,00, dificultando negócios. No Paraná, a liquidez também é baixa, com impactos das geadas começando a entrar nas estimativas da segunda safra. Já em Mato Grosso do Sul, a aproximação da colheita da safrinha e a oferta crescente mantêm pressão sobre os preços.
