No Brasil, o Paraná opera entre R$ 1.370 e R$ 1.378 por tonelada
O mercado de trigo segue dividido entre a pressão da oferta global e fatores de risco que evitam quedas mais fortes nas cotações. Segundo análise semanal da TF Agroeconômica, a colheita no Hemisfério Norte mantém o viés de baixa no exterior, enquanto a menor disponibilidade doméstica sustenta os preços no Brasil.
Mesmo assim, Chicago, Kansas e Minneapolis fecharam a semana em baixa. O avanço da colheita norte-americana, a proximidade da safra europeia, as exportações fracas dos Estados Unidos e as boas perspectivas para Rússia, União Europeia e parte do Mar Negro ampliam a percepção de oferta. Na Argentina, o plantio adiantado também sinaliza boa produção.
No Brasil, o Paraná opera entre R$ 1.370 e R$ 1.378 por tonelada, com viés de sustentação. No Rio Grande do Sul, a faixa vai de R$ 1.320 a R$ 1.333, em movimento lateral. A menor safra, os estoques reduzidos e a necessidade de importação dão suporte às cotações, mas a dificuldade dos moinhos em vender farinha e a queda do farelo limitam novas altas. Para as próximas semanas, a expectativa é de estabilidade no país e leve pressão baixista em Chicago.
