terça-feira, julho 28, 2026

Pesquisa lança batata-doce que promete rendimento quatro vezes maior que a média paulista

Pesquisa lança batata-doce que promete rendimento quatro vezes maior que a média paulista

O Instituto Agronômico (IAC) desenvolveu uma nova cultivar de batata-doce que produz quatro vezes mais que a média paulista. Segundo o pesquisador de raízes e tubérculos do IAC, Valdemir Antonio Peressin, a variedade que leva o nome IAC Dom Pedro II, em homenagem ao imperador que fundou o instituto, começou a ser desenvolvida em cruzamentos em 2016. A cultivar já foi registrada e atualmente está em processo de proteção para a cobrança de royalties.

O pesquisador afirma que a cultivar é biofortificada porque apresenta 77 microgramas de betacaroteno por grama de polpa fresca, enquanto a maioria das variedades comerciais cultivadas registra menos de 1 micrograma.


No organismo humano, o betacaroteno, que tem um papel importante como antioxidante, se transforma em vitamina A, ou seja, o consumo de 30 a 60 gramas dessa batata é suficiente para a necessidade diária do organismo.

Nos testes realizados em Piracicaba, Mococa e Campinas, a IAC Dom Pedro II apresentou uma produtividade de mais de 60 toneladas por hectare ante a média paulista de 16 toneladas, que já supera em quatro toneladas a média nacional.

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Batata-doce de polpa alaranjada — Foto: Divulgação/IAC
Batata-doce de polpa alaranjada — Foto: Divulgação/IAC

São Paulo é o Estado mais tecnificado na produção de batata-doce, com irrigação em parte das áreas, plantio mecanizado, colheita semimecanizada, mudas desenvolvidas em laboratório e rotação de culturas. Desde 2024, tornou-se o maior produtor do país, superando o Ceará. Na região de Presidente Prudente, grandes bataticultores têm como foco a exportação para a Europa.

“Os bons produtores de Presidente Prudente, região que mais planta batata em São Paulo, conseguem uma produtividade de até 25 toneladas. A IAC Dom Pedro II vai muito além e produz uma batata-doce maior e de polpa alaranjada, bem ao gosto dos europeus”, diz Peressin.

Registrada no Ministério da Agricultura, a cultivar já está sendo plantada experimentalmente em três regiões: em lavouras de Prudente e da região de Ribeirão Preto e no Centro de Produção e Transferência de Tecnologia Agropecuária, em São José do Rio Preto.

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Os viveiros de mudas da Cati Sementes, espalhados pelo Estado, e da Mudas Ribeiro, em Uirapuru, vão vender as mudas assim que o processo de proteção for concluído.

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