No Paraná, os valores seguem acima do nível viável para as margens das farinhas
O mercado de trigo no Sul segue marcado por oferta restrita, preços elevados e negócios pontuais, enquanto a nova safra mantém a atenção sobre custos, qualidade e clima. Segundo a TF Agroeconômica, no Rio Grande do Sul as negociações se concentram em retiradas para agosto e pagamentos em setembro, com média de R$ 1.300 por tonelada no interior e trigo melhorador a R$ 1.350.
Em Santa Catarina, a oferta local praticamente terminou. O último negócio foi registrado a R$ 1.350 FOB, mais frete, e os compradores passaram a buscar trigo gaúcho entre R$ 1.340 e R$ 1.400, além de frete e ICMS. O mercado de farinhas continua travado, com estoques elevados e redução na moagem, enquanto o farelo melhorou. No balcão, os preços variaram de R$ 64 a R$ 72,20 por saca.
O plantio paranaense foi concluído em 727,5 mil hectares, área 11% menor que a de 2025. A produção é estimada em 2,38 milhões de toneladas, com 97% das lavouras em boas condições. A menor oferta potencial e o risco de El Niño sustentam os preços, que podem fechar julho acima de R$ 70 por saca.
