sexta-feira, agosto 28, 2026

Café: Análise vê robusta forte em meio à queda do arábica

Café: Análise vê robusta forte em meio à queda do arábica

No Brasil, os preços recuaram nas bolsas

A aproximação do fim da colheita de uma safra volumosa mantém pressão sobre os preços do café arábica e robusta. A tendência pode ganhar força nos próximos meses, com a entrada de grãos de outras origens, ampliando a oferta global e influenciando as cotações.


O atraso da colheita do arábica reduziu temporariamente a pressão de oferta, enquanto a demanda pelo robusta ajudou a sustentar os preços. Também houve diferença entre as bolsas e o mercado físico, já que as oscilações dos contratos futuros não foram repassadas integralmente aos produtores.

Entre janeiro e julho, o Brasil exportou 20,7 milhões de sacas, 6,4% menos que um ano antes. Em julho, os embarques de arábica verde caíram 8,7%, para 1,8 milhão de sacas, enquanto os de robusta verde avançaram 84,1%, para 851 mil sacas.

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A maior oferta deve favorecer a recomposição dos estoques globais e pressionar os preços, embora perdas de qualidade possam ampliar os diferenciais entre lotes. Os Estados Unidos não aplicaram tarifas ao café brasileiro. Já o terremoto de magnitude 7,4 na Colômbia afetou a logística, sem danos significativos às lavouras, podendo abrir espaço para fornecedores alternativos.

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