Preocupação foi externada durante visita de um grupo de empresas brasileiras do segmento de sementes, em agosto
Ao mesmo tempo em que faz planos para reduzir a dependência das importações de grãos, a China sinaliza ao Brasil a demanda por uma soja que vá além de volume e preço. A principal preocupação dos chineses é reduzir o risco de deterioração da commodity durante o armazenamento e transporte. Algumas dessas demandas foram relatadas a empresas brasileiras de sementes que estiveram na China, no início de agosto, a convite da DBN Biotech, empresa chinesa que se prepara para entrar no mercado brasileiro de biotecnologia de soja transgênica.
Principal parceiro comercial do agronegócio brasileiro, a China foi o destino de quase 80% das exportações de soja do Brasil em 2025 – segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec), foram 87,1 milhões de toneladas no ano passado. Dada a dimensão desse mercado, mudanças nos padrões exigidos pelo comprador chinês podem repercutir em toda a cadeia brasileira, da produção e armazenagem ao desenvolvimento de novas variedades.
