quarta-feira, setembro 16, 2026

Produção de carnes deve superar 34 milhões de toneladas

Produção de carnes deve superar 34 milhões de toneladas

Produção de carnes cresce, mas bovinos entram em novo ciclo

A produção de carnes bovina, suína e de aves deve chegar a 34,08 milhões de toneladas em 2026, alta de 2% em relação ao volume de 2025. Segundo dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção das três proteínas deve alcançar 34,26 milhões de toneladas em 2027, crescimento de 0,5% sobre a estimativa para este ano.


Em 2026, a produção de carne suína deve atingir 5,93 milhões de toneladas, alta de 4,79% em relação ao ano passado. Segundo dados divulgados pela Conab, o avanço acompanha a expansão do plantel de matrizes e os ganhos de produtividade.

O aumento da produção também deve permitir maior volume de vendas ao exterior sem comprometer o abastecimento interno. As exportações de carne suína estão estimadas em 1,58 milhão de toneladas até o fim de 2026, crescimento de 6,49%. A disponibilidade interna deve alcançar 4,36 milhões de toneladas, alta de 4,28% em relação ao ano anterior.

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Para 2027, a produção de carne suína deve crescer mais 3,7%, chegando a 6,15 milhões de toneladas. Segundo dados divulgados pela Conab, as exportações devem continuar avançando e alcançar 1,65 milhão de toneladas.

Mesmo com o aumento das vendas internacionais, a disponibilidade no mercado doméstico também deve crescer. A projeção é de 4,52 milhões de toneladas em 2027, alta de 3,6%.

Na carne de frango, a Conab projeta crescimento de 3,1% na produção em 2026, na comparação com 2025. O volume pode chegar a 16,3 milhões de toneladas.

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Segundo dados divulgados pela Conab, a recuperação das exportações influencia esse avanço. Em 2025, as vendas ao mercado externo foram afetadas pelo registro de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Neste ano, os principais importadores retomaram as compras, elevando o ritmo dos embarques. As exportações de carne de frango devem crescer 11,53% em 2026, chegando a 5,76 milhões de toneladas.

As exportações devem crescer em ritmo menor no próximo ano, com alta estimada em 0,8%. O volume embarcado pode chegar a 5,8 milhões de toneladas. Para a carne bovina, a projeção aponta um movimento diferente. Em 2026, a produção está estimada em 11,84 milhões de toneladas, volume levemente inferior ao registrado em 2025.

Segundo dados divulgados pela Conab, o resultado indica o início da reversão do ciclo pecuário. Ao mesmo tempo, as exportações devem crescer 4,46%, chegando a 4,73 milhões de toneladas ao final de 2026.

A alta das exportações está projetada mesmo diante do término da cota de importação chinesa para 2026, do embargo europeu à carne bovina brasileira e da tarifação dos Estados Unidos.

Para 2027, a tendência é de uma queda mais acentuada na produção bovina. Segundo dados divulgados pela Conab, o movimento será consequência da menor disponibilidade de animais para abate, em função da ampliação da retenção de fêmeas e da recomposição dos rebanhos.

Além das carnes, a Conab projeta crescimento para a produção de ovos. Segundo dados divulgados pela companhia, o país deve produzir 49,7 bilhões de unidades em 2026, alta de 1,37% em relação ao volume projetado para 2025.

Em 2027, a produção deve crescer 3,3%, chegando a 51,3 bilhões de unidades. As projeções mantêm a trajetória de alta da disponibilidade de ovos no mercado interno nos próximos anos.

O conjunto das estimativas mostra comportamentos diferentes entre as principais proteínas. Enquanto a produção de carne suína e de frango deve continuar crescendo em 2026 e 2027, a carne bovina entra em uma trajetória de redução da produção, associada à recomposição do rebanho.

Segundo dados divulgados pela Conab, mesmo diante dessas diferenças, a disponibilidade interna do conjunto das carnes deve permanecer próxima de 22 milhões de toneladas, enquanto as exportações seguem como um dos fatores de influência sobre o mercado brasileiro.

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