Importações devem atingir 7,06 milhões de toneladas em 2026, segundo a Conab
O Brasil deve importar 7,06 milhões de toneladas de trigo em 2026, aumento de 15,1% em relação a 2025, conforme estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). A previsão ocorre em um cenário de dificuldades na colheita e restrições na disponibilidade de grãos de qualidade, fatores que mantêm elevada a necessidade de abastecimento externo.
Os problemas de qualidade estão associados às condições climáticas desfavoráveis que atingem importantes áreas produtoras. Além de interferir no andamento dos trabalhos de campo, o clima tem limitado a quantidade de trigo classificado como tipo 1 disponível para negociação.
O movimento ocorre apesar do recuo das cotações internacionais, indicando que as condições de abastecimento interno seguem exercendo influência sobre as negociações no país.
A perspectiva de maior participação do produto importado reforça esse quadro. Segundo pesquisadores do Cepea, a disponibilidade limitada de trigo com qualidade adequada mantém elevada a necessidade de compras no exterior.
Mesmo com as revisões nas estimativas estaduais de produção, a Conab não alterou, em outubro, sua projeção de importações para 2026. O volume previsto permanece em 7,06 milhões de toneladas, diante das restrições de oferta observadas no mercado nacional.
