Em 2025, o Brasil consumiu 49,1 milhões de toneladas de fertilizantes
A dependência de insumos externos segue como um dos principais pontos de vulnerabilidade do agronegócio brasileiro, mesmo diante do avanço da produção e da competitividade no cenário global. A avaliação é de Carlos Cogo, sócio-diretor de consultoria da Cogo Inteligência em Agronegócio, que aponta riscos estruturais associados ao fornecimento de fertilizantes.
Segundo a análise, a combinação entre dependência externa, fatores geopolíticos e variações cambiais amplia o risco sistêmico. O mercado global de fertilizantes é concentrado e influenciado por decisões políticas, com cerca de 45% das importações brasileiras originadas de regiões com maior instabilidade. Movimentos recentes ilustram esse cenário, como a alta superior a 100% da ureia em 2022, durante a guerra entre Rússia e Ucrânia, e novas elevações em 2025 diante de tensões no Oriente Médio.
