movimento técnico mostra uma sequência clara de topos e fundos descendentes
O mercado de trigo entra em 2026 sob um cenário de acomodação nos preços internacionais e maior complexidade no ambiente interno brasileiro. Análise da TF Agroeconômica indica que o contrato SRW dezembro de 2026 na Bolsa de Chicago mantém uma tendência primária de baixa bem definida desde o primeiro semestre de 2025, sem sinais consistentes de reversão até o momento.
No Brasil, os fundamentos regionais seguem determinantes para a formação de preços. No Rio Grande do Sul, a disponibilidade total estimada em 4,05 milhões de toneladas praticamente se equilibra com o uso, projetado em 3,9 milhões, resultando em um estoque final baixo, porém recorrente, de cerca de 150 mil toneladas. O desafio central não é volumétrico, mas qualitativo, com elevada participação de trigo destinado a biscoitos e ração e limitações em parâmetros industriais, o que mantém o estado dependente de blends e sensível a prêmios de qualidade.
Do ponto de vista macroeconômico, estímulos à renda e ao consumo favorecem a demanda interna, enquanto o bom abastecimento dos moinhos e a competição por margens limitam movimentos mais agressivos de alta. A projeção consolidada aponta para a CBOT operando entre 520 e 620 centavos por bushel em 2026, com média esperada entre 560 e 590 centavos, em um ambiente de tendência lateral a levemente baixista, marcado por ralis técnicos pontuais e menor volatilidade explosiva.


