terça-feira, março 17, 2026

Arroz no RS: Farsul aponta medida para aliviar pressão de oferta e sustentar preços

Arroz no RS: Farsul aponta medida para aliviar pressão de oferta e sustentar preços

Medida mira alívio financeiro ao produtor de arroz

A cadeia do arroz no Rio Grande do Sul ganhou um sinal positivo em meio à preocupação com a crise de preços projetada para 2026. Segundo dados divulgados pela Farsul em nota informativa aos produtores, houve avanço nas tratativas para o parcelamento do custeio do arroz em até oito parcelas, medida que pode reduzir a pressão de venda no pós-colheita e ajudar a sustentar as cotações no primeiro semestre do próximo ano.


O ponto que mais avançou até agora, segundo a entidade, foi justamente o item ligado ao crédito. Em reunião com o Ministério da Agricultura, a pasta sinalizou de forma favorável à possibilidade de parcelamento do custeio do arroz em até oito vezes. Na avaliação do setor, a medida permitiria desconcentrar pagamentos logo após a colheita, evitando uma oferta excessiva em curto espaço de tempo e, por consequência, novas quedas no preço do cereal.

Farsul destaca efeito sobre preços e fluxo de comercialização

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Na prática, a proposta busca dar mais fôlego ao produtor rural em um momento sensível para o mercado. Pela leitura da Farsul, a concentração de vencimentos e a necessidade de liquidez no pós-colheita tendem a pressionar a comercialização, ampliando o volume ofertado e enfraquecendo os preços recebidos no campo. Com o parcelamento, o setor espera distribuir melhor os compromissos financeiros ao longo do ano.

Além do crédito, as entidades listaram outras frentes consideradas estratégicas para enfrentar o cenário de baixa. Entre elas estão a transparência sobre o quadro de mercado para 2026, a recomendação de redução de área plantada, a desconcentração dos vencimentos de CPRs em 30 de março e 30 de abril junto a indústrias, revendas e multinacionais, e ações para combater a venda de arroz fora do tipo especificado na embalagem.

Esse conjunto de iniciativas mostra que a preocupação do setor vai além do preço no curto prazo. Há um esforço para reorganizar a comercialização, aliviar a pressão financeira sobre o produtor e melhorar a competitividade do arroz gaúcho, inclusive diante da concorrência com o Paraguai, tema citado na proposta de redução temporária do ICMS ao governo do Estado.

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Para o produtor, o avanço da proposta de alongamento do custeio representa mais do que uma medida financeira. Trata-se de um mecanismo que pode influenciar diretamente o ritmo de venda da safra e o comportamento dos preços em um momento de forte apreensão no campo. A expectativa da Farsul é de que a iniciativa ajude a dar sustentação ao mercado do arroz no primeiro semestre de 2026.

Ao mesmo tempo, o desfecho ainda depende da formalização das regras e da adesão do sistema financeiro. Até lá, o setor segue pressionando por um pacote mais amplo de medidas para reduzir os impactos da crise e preservar a viabilidade econômica da atividade arrozeira.

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