quarta-feira, janeiro 7, 2026

Brasil exporta US$ 348,7 bilhões e alcança novo recorde

Brasil exporta US$ 348,7 bilhões e alcança novo recorde

Brasil amplia mercados e registra recordes de exportação

As exportações brasileiras atingiram um recorde histórico em 2025, mesmo em um cenário internacional adverso. Dados divulgados nesta terça-feira (6) pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços indicam que as vendas externas somaram US$ 348,7 bilhões no ano passado, superando em US$ 9 bilhões o recorde anterior, registrado em 2023. Com isso, os últimos três anos passaram a concentrar os melhores resultados da série histórica da balança comercial brasileira.


Segundo o vice-presidente e ministro Geraldo Alckmin, o resultado foi alcançado apesar do ambiente externo desafiador. “Em meio às dificuldades geopolíticas, conseguimos conquistar novos mercados e ampliar os que já tínhamos”, afirmou. De acordo com ele, o desempenho reflete “o conjunto de programas e ações do governo do presidente Lula para aumentar a produtividade e a competitividade de nossas empresas no exterior, sobretudo com a Nova Indústria Brasil e com o Plano Brasil Soberano”.

As importações também registraram recorde em 2025, ao totalizarem US$ 280,4 bilhões, valor 6,7% superior ao de 2024 e quase US$ 8 bilhões acima do maior patamar anterior, de 2022. Com isso, a corrente de comércio alcançou US$ 629,1 bilhões, o maior nível já registrado, com crescimento de 4,9% em relação ao ano anterior. O superávit comercial ficou em US$ 68,3 bilhões, o terceiro maior da série histórica, atrás apenas dos resultados de 2023 e 2024.

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Ao longo de 2025, as exportações da indústria de transformação cresceram 3,8% em valor, impulsionadas por aumento de 6% no volume, e alcançaram o montante recorde de US$ 189 bilhões. Contribuíram para esse resultado embarques históricos de produtos como carne bovina, carne suína, alumina, veículos automotores de carga, caminhões, café torrado, máquinas e aparelhos elétricos, máquinas e ferramentas mecânicas, produtos de perfumaria, cacau em pó, instrumentos de medição e defensivos agrícolas. A indústria extrativa também apresentou avanço, com aumento de 8% no volume exportado, e recordes de embarque de minério de Ferro, com 416 milhões de toneladas, e de petróleo, com 98 milhões de toneladas.

Os bens agropecuários registraram crescimento de 3,4% em volume e de 7,1% em valor. O café verde atingiu valor recorde de US$ 14,9 bilhões, enquanto a soja alcançou volume recorde de 108 milhões de toneladas, assim como o algodão em bruto, com 3 milhões de toneladas exportadas.

Do lado das importações, os bens de capital lideraram o crescimento, com alta de 23,7%, seguidos pelos bens intermediários, que avançaram 5,9%, e pelos bens de consumo, com aumento de 5,7%. As importações de combustíveis, por outro lado, recuaram 8,6%. Houve crescimento das compras originárias da China, dos Estados Unidos e da União Europeia, enquanto as importações de produtos argentinos apresentaram queda de 4,7%.

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