sexta-feira, fevereiro 20, 2026

Brasil se prepara para um ano forte nas exportações de algodão em 2026

Brasil se prepara para um ano forte nas exportações de algodão em 2026

Brasil dispõe de capacidade portuária suficiente para sustentar volumes

Na primeira reunião bimestral de 2026, realizada na última semana, a Associação Nacional dos Exportadores de algodão (Anea) consolidou os números finais de 2025 e divulgou as primeiras projeções para 2026. No ano-calendário de 2025 (janeiro a dezembro), as exportações brasileiras de algodão totalizaram 3,027 milhões de toneladas (1,495 milhão no primeiro semestre e 1,532 milhão no segundo), com consumo doméstico estimado em 730 mil toneladas. Para 2026, a expectativa é de que as exportações alcancem 1,575 milhão de toneladas de pluma no primeiro semestre e 1,650 milhão no segundo.


Desempenho da safra

Em relação à produção, a Anea conclui que a safra 2024/2025 fechou em 4,26 milhões de toneladas, o maior volume da história recente, em linha com os números divulgados pela Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa).

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Para a safra recém-plantada 2025/2026, a associação projeta produção de 3,873 milhões de toneladas, uma redução aproximada de 9% frente ao ciclo recorde anterior. A queda é influenciada por um ambiente de preços mais baixos, menor margem para o produtor, pelo estágio final do plantio e por preocupações climáticas específicas, especialmente o excesso de chuvas no Mato Grosso neste momento.

Estoque de passagem

O estoque de passagem — volume disponível ao final do ano-calendário após deduzidas as exportações, o consumo interno e outras saídas — totalizou 2,899 milhões de toneladas em dezembro de 2025, cerca de 21% acima do registrado no ano anterior. Para dezembro de 2026, a projeção é de redução para 2,817 milhões de toneladas.

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“No primeiro semestre, o Brasil normalmente perde um pouco de competitividade para a safra do Hemisfério Norte. Ainda assim, registramos leve incremento nas exportações em relação ao ciclo anterior”, avalia.

Demanda interna

O consumo doméstico em 2026 deve permanecer em 730 mil toneladas. No entanto, a entidade destaca o compromisso conjunto de produtores e da indústria têxtil nacional, representados pela Abrapa e pela Abit, de ampliar a agregação de valor no país, com meta de alcançar 1 milhão de toneladas no curto e médio prazo. “Para 2027, já vislumbramos a possibilidade de 740 mil toneladas serem destinadas às nossas fiações, malharias e tecelagens”, finaliza.

Missão à Índia

Desde a última terça-feira (17), e até o dia 28 de fevereiro, a Anea estará representada na missão do programa Cotton Brazil à Índia, que acontece em sincronia com a missão da Presidência da República ao País. Na agenda da comitiva, que inclui produtores e exportadores, estão previstas visitas às fiações locais, além do Cotton Brazil Outlook índia, formato de interação consolidado do Cotton Brazil, no qual produtores e exportadores apresentam das vantagens competitivas da fibra nacional. O Cotton Brazil é o programa de promoção internacional do algodão Brasileiro, que reúne Anea, Abrapa e ApexBrasil.

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