Movimento reforça a dependência brasileira desse mercado
O mercado brasileiro de soja iniciou agosto com um ritmo mais intenso de negociações, impulsionado tanto pela demanda internacional, especialmente da China, quanto pelo aumento na procura de indústrias esmagadoras nacionais. Segundo dados do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), o volume de transações cresceu na esteira do forte interesse externo e da necessidade interna de recomposição de estoques.
O apetite chinês segue como força motriz nas negociações. Além de assegurar abastecimento, o país asiático aproveita a competitividade do produto brasileiro no cenário internacional, mesmo diante das oscilações cambiais. O movimento reforça a dependência brasileira desse mercado, que absorve grande parte da produção nacional destinada ao exterior.
O cenário cambial atua como um freio para a valorização interna, já que, com o dólar mais fraco, o ganho em reais por tonelada exportada diminui. Essa relação tem levado parte dos produtores a avaliar com mais cautela a comercialização, aguardando possíveis mudanças no câmbio ou novas janelas de oportunidade para vendas mais rentáveis.