segunda-feira, junho 1, 2026

China suspende importação de carne bovina de mais uma unidade da JBS

China suspende importação de carne bovina de mais uma unidade da JBS

A China suspendeu as importações de carne bovina de mais um frigorífico brasileiro. Desta vez foi a unidade da JBS em Vilhena (RO). Uma fonte informou que o embargo temporário foi causado pela detecção de progesterona em cargas enviadas pela planta aos chineses.

Na terça-feira (26/5), a Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) enviou uma carta às autoridades brasileiras em Pequim para relatar os motivos da suspensão temporária.
Ao todo, cinco unidades de frigoríficos brasileiros estão com as exportações de carne bovina para a China suspensas neste momento: duas da JBS, uma da Prima Foods, uma da Frialto e uma da SulBeef.


Uma fonte do setor disse que as suspensões das duas unidades da JBS tendem a ser compensadas pela reabilitação recente, pela China, das compras de carne bovina da unidade de Mozarlândia (GO).

planta de Vilhena tem capacidade de abate de aproximadamente de 1,1 mil cabeças por dia, similar à da planta de Pontes e Lacerda (MT), que também foi suspensa pelos chineses há cerca de uma semana. Já a unidade de Mozarlândia, cujas vendas à China estavam suspensas desde março de 2025 por “não conformidades”, pode abater ao redor de 2,5 mil cabeças por dia.

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O Brasil tem 67 plantas habilitadas para vender aos chineses. Na semana passada, três unidades foram reabilitadas após mais de um ano suspensas, entre as quais a da JBS de Mozarlândia. Poucos dias depois, o governo chinês anunciou a suspensão de outras três empresas.

As novas suspensões ocorrem em momento decisivo para os frigoríficos brasileiros habilitados para a China. Com mais de 55% da cota de 2026, de 1,1 milhão de toneladas, preenchidos, as unidades têm fechado negócios para embarques da proteína apenas até o fim de junho. A estratégia visa a evitar que cargas cheguem aos portos chineses após o esgotamento do volume autorizado e sejam sobretaxadas em 55%. Sem o cliente chinês, as margens das empresas devem ficar ainda mais apertadas neste ano, em cenário de dólar em queda e custos em alta.

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