terça-feira, janeiro 20, 2026

Chuvas atrasam colheita da soja e aumentam pressão logística nos portos

Chuvas atrasam colheita da soja e aumentam pressão logística nos portos

Perspectiva de colheita cheia está ancorada nos primeiros relatos de produtividade

O mercado da soja iniciou 2026 em meio a incertezas climáticas e expectativas mistas quanto à produção. Segundo dados divulgados pela Grão Direto, as condições meteorológicas desempenharam papel central na oscilação dos preços e nos rumos da comercialização na última semana. No Sul do país, as chuvas associadas a um ciclone ajudaram a recuperar lavouras mais tardias, reduzindo o risco de perdas. Já no Centro-Oeste, o excesso de umidade trouxe preocupação com a qualidade dos grãos e atrasou os trabalhos de campo, fator que, por ora, sustenta os prêmios pagos no curto prazo.


No mercado físico brasileiro, os preços reagiram de forma localizada, impulsionados pela movimentação nos portos. A ANEC revisou para cima as exportações de soja em janeiro, prevendo embarques de 3,73 milhões de toneladas — um salto de 55% sobre a projeção anterior. Esse movimento aqueceu a demanda e trouxe impactos distintos sobre os prêmios nos portos.

Para os próximos dias, o ritmo da colheita deve concentrar a atenção do setor. A previsão de chuvas contínuas em estados como Mato Grosso e Goiás pode comprometer o escoamento nos portos. Em caso de atrasos no carregamento de navios, o mercado pode enfrentar demurrage — multas por espera —, o que tende a pressionar os prêmios ao produtor. Por outro lado, a escassez temporária de grão disponível pode gerar oportunidades para negociações pontuais com preços mais agressivos.

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