quinta-feira, março 12, 2026

Conflitos afetam logística e custos do agronegócio catarinense

Conflitos afetam logística e custos do agronegócio catarinense

Agronegócio catarinense acompanha transformações no Oriente Médio

A intensificação das tensões internacionais em março de 2026 acendeu um alerta no agronegócio de Santa Catarina. O fechamento de rotas marítimas estratégicas no Estreito de Ormuz, somado à manutenção de sanções no Leste Europeu, já provoca impactos sobre custos, logística e previsibilidade no fornecimento de insumos ao estado.


Segundo Roberth Villazon Montalvan, analista de socioeconomia e desenvolvimento agrícola da Epagri/Cepa, “o Irã concentra hoje um dos maiores níveis de risco para Santa Catarina”.

A interrupção de rotas no Estreito de Ormuz e no Mar Vermelho tem efeitos sobre a logística catarinense. Atrasos e desvios de navios impactam a operação dos portos de Porto de Navegantes, Porto de Itapoá e Porto de São Francisco do Sul, reduzindo a disponibilidade de contêineres refrigerados de retorno das zonas de conflito, essenciais às exportações de proteínas animais. O resultado é a alta do frete marítimo e o risco de saturação das retroáreas portuárias e das câmaras frias das agroindústrias do estado.

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Com o encarecimento dos fertilizantes, do diesel e do transporte interno, as margens de produtores rurais e frigoríficos ficam pressionadas. Soma-se a isso o risco de alterações unilaterais em tarifas de importação por países da região, em um ambiente de instabilidade geopolítica. O Brasil mantém acordos comerciais, via Mercosul, com mercados como Israel e Egito, além da região da Palestina, e conduz negociações com o Líbano, o que poderia reduzir parte da exposição do agronegócio catarinense a decisões comerciais de países com os quais não há acordos vigentes.

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