quarta-feira, setembro 23, 2026

DeepAgro faz parceria com Jacto em IA que ‘lê’ as folhas

DeepAgro faz parceria com Jacto em IA que ‘lê’ as folhas

A argentina DeepAgro, de visão computacional aplicada à pulverização, anunciou uma parceria com a brasileira Jacto, de máquinas e equipamentos agrícolas, para dar tração a uma tecnologia que “lê” cada folha e “decide” sobre a aplicação de defensivos planta a planta. O mercado brasileiro vem atraindo tecnologias de pulverização de precisão, que podem reduzir o uso de insumos químicos nas lavouras.

A agtech argentina desenvolveu uma inteligência artificial composta por câmera e computador que é instalada nas barras dos pulverizadores, e é capaz de analisar a morfologia, a cor e a estrutura da folha. A partir dessas informações, a tecnologia decide se o bico aplicador deve abrir ou não. “É como se houvesse um agrônomo a cada dois metros na barra da máquina tomando decisões”, afirma Jose Dominguez, diretor argentino responsável pela expansão da empresa no Brasil.


A argentina DeepAgro, de visão computacional aplicada à pulverização, anunciou uma parceria com a brasileira Jacto, de máquinas e equipamentos agrícolas, para dar tração a uma tecnologia que “lê” cada folha e “decide” sobre a aplicação de defensivos planta a planta. O mercado brasileiro vem atraindo tecnologias de pulverização de precisão, que podem reduzir o uso de insumos químicos nas lavouras.

A agtech argentina desenvolveu uma inteligência artificial composta por câmera e computador que é instalada nas barras dos pulverizadores, e é capaz de analisar a morfologia, a cor e a estrutura da folha. A partir dessas informações, a tecnologia decide se o bico aplicador deve abrir ou não. “É como se houvesse um agrônomo a cada dois metros na barra da máquina tomando decisões”, afirma Jose Dominguez, diretor argentino responsável pela expansão da empresa no Brasil.

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Jose Dominguez, diretor da DeepAgro no Brasil: “Nosso interesse é entregar ao produtor algo que seja viável do ponto de vista econômico e técnico” — Foto: Divulgação/DeepAgro
Jose Dominguez, diretor da DeepAgro no Brasil: “Nosso interesse é entregar ao produtor algo que seja viável do ponto de vista econômico e técnico” — Foto: Divulgação/DeepAgro

Com a parceria, todas as máquinas da Jacto com aplicação seletiva terão o dispositivo da DeepAgro embarcado. Ele soma-se a outras tecnologias embarcadas nos produtos da Jacto, que conjuntamente podem levar à redução de até 70% no gasto com insumos químicos, diz Carlos Daniel Haushahn, CEO da fabricante. “Nosso interesse é entregar ao produtor algo que seja viável do ponto de vista econômico e técnico”, afirma.

Carlos Daniel Haushahn, CEO da Jacto — Foto: Ricardo Benichio/Globo Rural
Carlos Daniel Haushahn, CEO da Jacto — Foto: Ricardo Benichio/Globo Rural

As grandes montadoras vendem a tecnologia de pulverização de aplicação seletiva somente em máquinas novas, enquanto a startup consegue instalar o seu hardware em qualquer máquina, de qualquer ano, diz Dominguez, da DeepAgro. “Já instalamos nosso dispositivo em uma máquina de 1995 na Argentina”, exemplifica.

A Amaggi, maior trading agrícola de capital nacional, foi a grande validadora da tecnologia da DeepAgro no Brasil. Há um ano, passou a testar o hardware em suas lavouras e selou uma parceria em 2026, segundo a agtech argentina. Entre fevereiro e junho, o sistema da DeepAgro operou em mil hectares de algodão da Amaggi e levou à economia de 26 mil litros de glufosinato.

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Dominguez afirma que o preço médio do glufosinato gira entre R$ 35 e R$ 40 por litro, o que gerou uma economia estimada de R$ 1 milhão. “Depois de experimentarem e comprovarem os resultados, eles decidiram comprar a solução e adquirir cinco máquinas para rodar na safra atual”, acrescenta.

Procurada pela reportagem, a Amaggi não deu entrevista.

Presente no Brasil há menos de dois anos, a DeepAgro encerrou em julho uma rodada pré-série A, quando captou US$ 3 milhões com a gestora Aqua Capital, principal investidora.

Agora, o CEO da DeepAgro, Juan Manuel Baruffaldi, vai para os Estados Unidos para iniciar os contatos com fundos para uma rodada série A. “Pretendemos abrir [a rodada] em março de 2027 com a meta de captar US$ 10 milhões.”

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