No tomate, os pesquisadores identificaram dois genes relacionados a esse processo
Avanços recentes em biotecnologia vegetal estão ampliando as possibilidades de melhoria sensorial em culturas agrícolas amplamente consumidas. Pesquisas voltadas à recuperação de aromas e sabores perdidos durante o processo de domesticação indicam que a edição genética de precisão pode resgatar características valorizadas pelos consumidores sem comprometer produtividade ou qualidade agronômica.
Os cientistas concentraram a pesquisa no composto volátil 2-acetil-1-pirrolina, responsável por um aroma tostado característico presente em alimentos como o arroz aromático. A síntese desse composto está associada ao gene betaína aldeído desidrogenase 2, cuja inativação em algumas plantas permite o acúmulo de substâncias que acabam convertidas em compostos aromáticos.
As análises indicaram aumento expressivo na produção do composto aromático. Plantas com mutação no gene SlBADH2 apresentaram níveis mais elevados de 2-acetil-1-pirrolina, enquanto mutantes com alterações simultâneas em SlBADH1 e SlBADH2 registraram concentrações mais de quatro vezes superiores às das plantas originais.


