Lavouras de arroz mantêm bom desenvolvimento no Estado
A maior parte das áreas de arroz no Rio Grande do Sul encontra-se em desenvolvimento vegetativo, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (15). Segundo a entidade, a cultura apresenta situação fitossanitária adequada e expectativa positiva de produtividade. No entanto, a baixa cotação do cereal no mercado tende a provocar redução da área efetivamente plantada em relação ao planejado, o que pode resultar em menor produção total.
A área destinada ao cultivo de arroz no Estado está estimada em 920.081 hectares, segundo dados do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga). A produtividade inicialmente prevista é de 8.752 kg/ha, conforme projeção da Emater/RS-Ascar.
Na região administrativa de Bagé, as lavouras mantêm bom potencial produtivo nas áreas implantadas mais cedo, que já alcançam a fase reprodutiva. A sequência de dias nublados ou chuvosos tem favorecido o desenvolvimento de doenças fúngicas, exigindo aplicações de fungicidas para proteção das áreas em floração, com atenção especial às cultivares mais sensíveis, sobretudo à brusone. As precipitações regulares mantiveram as barragens de Quaraí na capacidade máxima. Em Uruguaiana, alguns produtores optaram pelo cultivo em várzeas próximas ao Rio Uruguai, considerando a previsão de La Niña, mas ocorreram alagamentos pontuais em função da elevação do nível do rio. Nas demais áreas, as lavouras apresentam bom aspecto e condições de atingir a produtividade inicialmente estimada.
Na região de Pelotas, predomina a fase de desenvolvimento vegetativo, que representa cerca de 90% das lavouras. Prosseguem o manejo da irrigação, as adubações, o controle de plantas daninhas e os tratamentos fitossanitários voltados a pragas e doenças.
Na região de Santa Maria, a área inicialmente estimada em 124.415 hectares tende a não se confirmar integralmente. Segundo a Emater/RS-Ascar, o acesso ao crédito rural e a baixa rentabilidade da cultura têm levado parte dos produtores a reduzir a área semeada. Atualmente, 76% das lavouras estão em desenvolvimento vegetativo, 19% em floração e 5% no início do enchimento de grãos, fases que demandam atenção ao manejo hídrico e fitossanitário.
Na região de Soledade, parte das áreas iniciou a fase reprodutiva, enquanto a maioria das lavouras permanece no estádio vegetativo. De acordo com o informativo, 75% das áreas estão em desenvolvimento vegetativo e 15% em florescimento, indicando condução adequada dos cultivos e manejo nutricional e fitossanitário dentro do esperado.


