Em valor, embarques caíram 1,4% em comparação com o ano anterior, diz ABPA
As exportações brasileiras de carne de frango atingiram o recorde de 5,324 milhões de toneladas em 2025, encerrando o ano com alta acumulada de 0,6%, segundo dados levantados pela da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em 2024, portanto um ano antes, o volume exportado foi de 5,294 milhões de toneladas.
“Fechar o ano com resultados positivos, conforme previu a ABPA, é um feito a ser celebrado e reforça a perspectiva projetada para 2026, ampliando a presença brasileira no mercado global, em compasso com a produção do setor esperada para o ano”, comemorou, em nota, o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Em valor, contudo, as exportações brasileiras de carne de frango somaram US$ 9,790 bilhões, resultado 1,4% menor do que os US$ 9,928 bilhões registrados há um ano. O resultado reflete um período em que o setor foi marcado pelo registro, em maio, de um foco – já superado – de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (gripe aviária) em aves comerciais – episódio classificado pela ABPA como “um dos maiores desafios da história da avicultura nacional”.
Ainda segundo Santin, a retomada dos embarques após os impactos da gripe aviária já se reflete nos números mais recentes do setor. Quando considerado apenas o mês de dezembro, as exportações de carne de frango apresentaram alta de 13,9% em volume, com 510,8 mil toneladas, e 10,6% em receita, com US$ 947,9 milhões.
“É o caso dos embarques para a União Europeia, que registraram alta de 52% nos volumes exportados em dezembro, e da China, que, em um curto período, já importou 21,2 mil toneladas. São indicadores que projetam a manutenção do cenário positivo para o ano de 2026”, afirma Santin.
No resultado por país, os Emirados Árabes Unidos despontaram como o principal destino das exportações de carne de frango do Brasil com 479,9 mil toneladas adquiridas no último ano, volume 5,5% acima do registrado em 2024. O Japão foi o segundo principal destino, com 402,9 mil toneladas, queda de 0,9%, seguido de Arábia Saudita, com 397,2 mil toneladas, alta de 7,1%, e África do Sul, com 336 mil toneladas, alta de 3,3%. As Filipinas importaram 264,2 mil toneladas nesse período, avanço de 12,5%.


