sábado, maio 9, 2026

Exportações de milho do Brasil mais que dobram em abril com greves na Argentina

Exportações de milho do Brasil mais que dobram em abril com greves na Argentina

As exportações brasileiras de milho em abril mais que dobraram na comparação com igual mês do ano passado, apontam dados divulgados nesta quinta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), ligada ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Foram embarcados ao exterior 473,875 mil toneladas de milho, 165,7% acima das 178,347 mil toneladas de abril do ano passado. O valor médio pago pela tonelada do grão caiu 6,3%, para US$ 254,9, enquanto a receita cresceu 149%, para US$ 120,813 milhões.


Segundo fonte de uma empresa comercializadora de grãos, as exportações de milho do Brasil no mês passado foram impulsionadas pela greve geral na Argentina contra a reforma trabalhista do presidente Javier Milei, bem como pela greve de caminhoneiros no país realizada no começo do mês passado.

Caminhoneiros bloquearam acessos a portos exigindo reajustes de tarifas, após altas expressivas dos preços dos combustíveis em razão do conflito no Oriente Médio. Com a dificuldade de embarques no país vizinho, tradings precisaram atender importadores que inicialmente tinham adquirido milho argentino com milho brasileiro, segundo a fonte.

Oriente Médio

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Com o direcionamento de compras de milho para o Brasil, os embarques para alguns importantes consumidores do cereal brasileiro, como o Egito, cresceram de forma expressiva.

O volume exportado para o país no mês passado somou 89,5 mil toneladas, 13 vezes maior do que as 6,8 mil toneladas embarcadas para o Egito em abril do ano passado.

Os embarques para Arábia Saudita também deram um salto em abril, chegando a 36,159 mil toneladas, em comparação a 416 toneladas em abril do ano passado. Também foi observado aumento expressivo das exportações para os Emirados Árabes Unidos, que saíram de 494 toneladas de milho em abril de 2025 para 14 mil toneladas no mês passado, segundo dados da Secex.

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Já para o Irã, maior importador do milho do Brasil, os embarques caíram 6%, para 134,668 mil toneladas. Em abril do ano passado, o volume havia sido de 143,509 mil toneladas. O Valor já havia reportado que as exportações de milho do Brasil para o país continuaram ocorrendo durante o conflito na região, ainda que de forma mais lenta e com custos de frete mais altos.

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