terça-feira, junho 9, 2026

Feijão preto lidera importações brasileiras em maio

Feijão preto lidera importações brasileiras em maio

Apesar das desvalorizações recentes, o mercado de feijão segue acumulando altas

ceccon-organicos-feijao-preto-organico-ceccon-1kg Os mercados brasileiros de feijão carioca e preto começaram junho com predominância de queda nas cotações nas praças acompanhadas pelo Cepea. Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, o recuo foi influenciado pela postura mais cautelosa dos compradores, pelo avanço da colheita da segunda safra e pela menor qualidade de parte dos lotes colhidos no Paraná, especialmente em áreas atingidas por geadas.


O avanço da colheita da segunda safra também ampliou a oferta nas regiões produtoras acompanhadas pelo Centro. Ao mesmo tempo, a qualidade inferior de parte dos lotes colhidos no Paraná limitou o interesse de compra, sobretudo em áreas onde as lavouras foram afetadas por geadas.

Esse cenário mantém parte dos agentes atentos à oferta efetiva do produto, especialmente diante da diferença de qualidade entre os lotes disponíveis no mercado.

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No mercado externo, as importações brasileiras de feijão ganharam força em maio. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil importou 5,28 mil toneladas no mês.

O volume foi seis vezes superior ao registrado em maio do ano passado e o maior desde 2020. As compras vieram da Argentina e foram compostas por 65% de feijão preto, 25% de feijão branco e 11% de outros feijões comuns.

As exportações brasileiras de feijão somaram 12,09 mil toneladas em maio, segundo dados da Secex. O volume ficou 0,5% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.Na comparação com 2024, quando o Brasil atingiu recorde para o mês, com 22,84 mil toneladas embarcadas, a queda foi de 47,1%. A Índia segue como o principal destino das exportações brasileiras de feijão.

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A tendência do mercado deve continuar ligada ao avanço da colheita, à qualidade dos lotes ofertados e ao comportamento dos compradores. Mesmo com a pressão de curto prazo, a menor área cultivada e a oferta restrita de grãos superiores ainda sustentam parte do movimento de valorização acumulado em 2026.

 

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