sexta-feira, julho 3, 2026

Mel brasileiro fatura US$ 42 milhões no ano

Mel brasileiro fatura US$ 42 milhões no ano

Canadá e Alemanha ampliam compras de mel

As exportações brasileiras de mel natural movimentaram US$ 42,09 milhões entre janeiro e maio de 2026, mesmo diante da redução no volume embarcado. Os dados constam no Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgado nesta quinta-feira (2).


Apesar da queda nas exportações, o produto brasileiro foi comercializado a preços mais elevados no mercado internacional. O valor médio alcançou US$ 3.501,04 por tonelada, ou US$ 3,50 por quilo, alta de 9,5% em comparação com a média de US$ 3.198,45 por tonelada registrada no ano anterior.

Entre os estados exportadores, Minas Gerais manteve a liderança, com receita de US$ 9,4 milhões obtida a partir da exportação de 2.643 toneladas de mel, embora tenha registrado desempenho inferior ao de 2025. Santa Catarina assumiu a segunda colocação após ampliar em 63,4% o volume exportado, alcançando US$ 8,5 milhões em receita com 2.412 toneladas embarcadas.

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Na sequência aparecem Piauí, que apresentou crescimento de 65,2% no volume embarcado e faturou US$ 3,6 milhões, e São Paulo, que completou o grupo dos cinco maiores exportadores.

Os Estados Unidos permaneceram como principal destino do mel brasileiro, respondendo por 63,6% do volume exportado entre janeiro e maio. O país adquiriu 7.650 toneladas, gerando receita de US$ 26,68 milhões. Ainda assim, o mercado norte-americano reduziu as compras em 39,2% na comparação anual, enquanto a receita caiu 33,5%.

Mesmo com a retração, o preço pago pelo produto brasileiro aumentou 9,4%, passando de US$ 3.188,76 para US$ 3.487,80 por tonelada.

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Em maio, isoladamente, os Estados Unidos importaram 2.703 toneladas de mel brasileiro, movimentando US$ 9,13 milhões. O desempenho ficou abaixo do registrado no mesmo mês de 2025, tanto em volume quanto em faturamento.

O boletim aponta que a retração está relacionada aos reflexos do protecionismo comercial observado nos últimos meses. No entanto, a decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos, em fevereiro de 2026, de derrubar a tarifa adicional de 50% aplicada a produtos brasileiros trouxe novas perspectivas ao setor. Com a revogação da medida, o mel voltou a ser enquadrado na tarifa geral, entre 10% e 15%, o que pode favorecer a recuperação das exportações ao longo do ano.

Em maio, Canadá e Alemanha voltaram a apresentar forte expansão nas aquisições de mel brasileiro, reforçando a diversificação dos mercados compradores.

Apesar desse cenário, o setor apícola brasileiro poderá enfrentar um novo desafio nos próximos meses. A retirada do Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia, prevista para entrar em vigor a partir de setembro, inclui o mel e deverá exigir adaptações do setor para reduzir os impactos sobre o comércio internacional.

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