No Rio Grande do Sul, a semana foi marcada por poucas negociações
O mercado de trigo no Sul do país mantém ritmo moderado de negócios, com oferta ajustada e atenção dividida com outras culturas. A comercialização avança em meio a estoques mais enxutos e expectativa de sustentação nos preços, especialmente onde a disponibilidade já é limitada. As informações são da TF Agroeconômica.
No Rio Grande do Sul, a semana foi marcada por poucas negociações até quarta-feira, após lotes pontuais, com o foco voltado para soja e milho. Há compradores buscando trigo para março e abril no interior, oferecendo entre R$ 1.070 e R$ 1.080, enquanto vendedores pedem R$ 1.100. Com 80% da safra já comercializada e volume expressivo destinado à exportação, produtores que ainda detêm estoques indicam intenção de negociar a preços mais altos. Até 19 de fevereiro, 1.477.046 toneladas já haviam sido embarcadas pelo porto de Rio Grande, com outras 412.096 toneladas no line-up, superando a projeção inicial de 1,7 milhão de toneladas. O preço FOB gira em torno de US$ 232 por tonelada para trigo 12,5%. O produto importado é cotado a US$ 240 posto Rio Grande e US$ 257 desembaraçado em Canoas. Em Panambi, o preço ao produtor subiu para R$ 55 por saca.
Em Santa Catarina, a pressão de armazenamento levou à oferta de trigo de menor qualidade a preços mais baixos, embora as cotações gerais permaneçam estáveis. Os valores de balcão variam entre R$ 59 e R$ 64 por saca, conforme a praça. Para a próxima safra, há relatos de redução de área, com parte dos produtores migrando para o milho.
No Paraná, moinhos voltaram às compras, mas atentos aos preços. As referências variam entre R$ 1.200 e R$ 1.300 CIF, com indicação mais frequente em R$ 1.250, dependendo do prazo e da qualidade. Há pouco volume disponível e preocupação com a qualidade do trigo, especialmente o argentino. O produto argentino é indicado a US$ 258 CIF Paranaguá, enquanto o paraguaio chega a US$ 250 CIF Ponta Grossa.


