sexta-feira, junho 26, 2026

Mercado do boi gordo tem poucos negócios e frigoríficos reduzem ritmo de compras

Mercado do boi gordo tem poucos negócios e frigoríficos reduzem ritmo de compras

O mercado apresentou ritmo mais lento nesta quinta-feira (25/6), afirma o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Na maior parte das regiões, os preços permaneceram estáveis, refletindo a postura cautelosa dos compradores, que seguem ativos, mas mantendo ofertas nos mesmos patamares observados no início da semana. Ainda assim, em determinadas praças, foram registrados movimentos pontuais, reforçando o comportamento regionalizado das negociações.

Segundo o Cepea, em Campo Grande (MS) e Sorriso (MT), o cenário foi de estabilidade. Já nas regiões de Três Lagoas (MS), Cassilândia (MS), Pará e oeste da Bahia, houve queda pontual de R$ 5 por arroba. Por outro lado, em Goiânia (GO), a liquidez esteve mais aquecida após valorização pontual de R$ 5 na arroba do boi gordo.


Diante desses movimentos, a liquidez, de forma geral, foi moderada ao longo da quinta-feira, afirma o Cepea. Parte dos vendedores seguem adiando o retorno ao mercado, na expectativa de novos reajustes. As escalas de abate seguem curtas em boa parte do país, atendendo, em média, sete dias.

Já a Scot Consultoria registrou quedas para o boi gordo na maioria das 33 regiões monitoradas em relação à terça-feira (23/6). A empresa não divulgou cotações nesta quarta-feira (24/6) devido ao feriado municipal em Bebedouro (SP), onde é sua sede.

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Segundo a Scot, houve recuos nos preços em 22 praças, enquanto outras 10 tiveram estabilidade em comparação com a terça-feira. Apenas no oeste do Rio Grande do Sul houve alta de valores.

Em Araçatuba (SP) e Barretos (SP), praças de referência para o mercado, o boi gordo caiu R$ 3, para R$ 342 a arroba. O “boi China” e a novilha também recuaram R$ 3, para R$ 347 e R$ 329 a arroba, respectivamente. Já a vaca caiu R$ 2, para R$ 318 a arroba.

Não houve excedente de oferta nas praças paulistas, afirma a Scot. Entretanto, os frigoríficos reduziram o ritmo das compras e alongaram as escalas de abate. Entre os que atuavam na exportação, houve preocupação em relação às vendas para a China. Parte deles relatou não ter fechado novos acordos com compradores chineses no curto prazo e, por essa razão, apresentou menor necessidade de compra imediata. Além disso, o mercado interno esteve com escoamento lento.

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