quarta-feira, janeiro 7, 2026

Mercado projeta soja pressionada em 2026

Mercado projeta soja pressionada em 2026

No curto prazo, a leitura do mercado futuro mostra quatro rodadas de baixa

O mercado internacional da soja entra no ciclo de 2026 sob um ambiente marcado por excesso de oferta, fragilidade técnica e necessidade de gestão ativa de risco. Análise da TF Agroeconômica indica que o cenário é de pressão estrutural sobre os preços, com volatilidade condicionada a fatores climáticos e movimentos técnicos dos fundos em Chicago.


No balanço global, a China aparece como o principal vetor baixista, com expectativa de compras limitadas nos Estados Unidos e clara priorização da soja sul-americana. O Brasil surge como o maior peso do mercado em 2026, com produção estimada entre 178 e 180 milhões de toneladas, clima favorável e oferta abundante a partir do primeiro trimestre, funcionando como teto para os preços. A Argentina é apontada como o único fator altista relevante, com produção ajustada para 46 milhões de toneladas, riscos climáticos localizados e maior competitividade externa, embora insuficiente para alterar sozinha a tendência global. Nos Estados Unidos, exportações fracas e redução do interesse dos fundos seguem pressionando as cotações, com o nível de US$ 10,57 por bushel sendo considerado um ponto técnico decisivo.

A recomendação central é de um mercado de defesa, não de ataque, com estratégias de hedge flexíveis, escalonadas e disciplinadas, priorizando opções e proteção de margens diante de um ambiente de oferta abundante e demanda cautelosa.

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